A Viagem
Soromanho, lembrava-se de antanho, c'uma tristeza sem tamanho. Falava pelos cotovelos, das glórias, com tais desvelos que os olhos (era vê-los) pareciam dois novelos, de lágrimas e nostalgia. Aquilo já era mania, tanta saudade inté parcia que Soromanho já não vivia, mas apenas sobrevivia da sua fantasia.
De tanto se lembrar esqueceu-se de respirar. A Morte, qu'andava a rondar não mais quis esperar, e decidiu a Soromenho levar. Mas, condoendo-se do seu penar, um último desejo lhe quis dar. E ao passado que tanto amou, Soromanho retornou. ![]() ![]() |
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