Quem passa?
Qu'é dela? Se a vires passar é favor m'avisar. Inda ontem aqui a vi, tão linda tão ladina, que bela bela menina, os olhos rebrilhantes como fossem diamantes. E hoje que não sei dela. Há de inda aqui passar? Estou cansado d'esperar.
Quem espera desespera, mas ela é a minha Primavera. Não deixes de olhar, para o caminho ali de baixo, qu'eu posso adormecer e ela passar sem eu ver. Que tal desgraça não aconteça, que eu fico doente, só de pensar que, de repente, ela passa sem eu'star a olhar pra ela. Ela é como o luar, uma luz a faiscar. Será que quer namorar? Será que inda vai casar? Que o pouco que sei dela, nã chega prá'divinhar, se é solteira ou casada ou se só está ajuntada. Mas esperança ainda tenho de a ver hoje passar. É só deitar o olho matreiro para a curva do carreiro. ![]() ![]() |
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