(s/ título)
Dilectos irmãos da casta do livro - casa pobre mas orgulhosa - já vos deparastes, decerto, com os íntimos terrores da leitura. Essa absoluta solidão perante o texto que, amiúde, não revela mais do que a imagem d'impaciência que sois vós desavindos; a compreensão anunciadora que vos não toca na fronte perfeita leixando-vos aquém daquela ventura; o tédio, em desespero, que assí s'instala perene: tudo o que temos são palavras e estas ocultam-nos o seu mistério. ![]() ![]() |
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