(s/ título)
desta imaterial natureza me contenho, pois, em cuidados, a roda sempre girando, que é do seu nunca bastar o quedar imota. Direis ademais, certa e justamente com razão, dos inefáveis indescritíveis redondeios da que, para sobre si própria girar, foi concebida, há que imemoriais recessos do tempo, por outro senão aquele que governa e sabe e atende por fonte de todo o bem. Pouco importa, por isso, que as frágeis gentes entendam ou desconheçam aquela ágil força da cósmica-kármica dança. Sequer interessa que, tu que lês e eu que lavro, nos entendamos nalguma paragem disto tudo, que vivamos ou pereçamos em estrondosa hecatombe, pouco larga ruga no desmesurado turbilhão do que não cessa, do que se renova constante mostrando as suas mil e setente faces simultâneas, aspergindo a morte e colhendo a vida. Mas quando, como às vezes acontece, se é por demais apenas de fugidia lembrança e, por conseguinte, já fora, expulsos e desavindos do orbicular dédalo, como não ser prudente, se os caminhos carecem de laboriosa construção - e sou o único habitante - antes de, por eles, experimentar o pé; se, inté, a habitual orientação é, ora, inepta para conduzir o errante ao antigo redil? ![]() ![]() |
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