(s/ título)
Em princípio, só podemos almejar a liberdade de não depender da submissão a outros que são, em bom rigor, estranhos mesmo que próximos nos pareçam - isto porque será sempre um outro imperscrutável aquele que nos impõe o seu jugo - se podermos contar com a bênção da abastança. E é mais provável e possível que sejamos pobres porque a liberadora riqueza depende da Fortuna e esta é caprichosa e, ademais, todos a querem para si e para os seus pelo que muito mais dificultoso é levar avante as acções para seu caprichoso contentamento do que padecer d'ominoso desprezo, já que - todos o sabem - benfazeja como ninguém, ela goza, impante no seu rebrilhar d'ouropeis, de um tão devotado séquito, capaz de vender ou empenhar a mãe ou o dilecto primogénito para cair, em boa-hora, nas doces graças. ![]() ![]() |
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