Cinco Poemas do Livro Lacrimae Rerum de João Pereira de Matos com Tradução* para o Italiano de Frabrizio Boscaglia
Sia la ventura di uno stimolo qualunque. Lo stato vegetativo della vita procrastinata non è bello. Ché, se il tedio fosse bello, la rinuncia un prodigio, allora il paradiso sarebbe il mondo. La paura una ventura, quel che fugge il vero tesoro e l’Inverno l’allegria di un rinnovamento. [Haja a ventura / De um estímulo / Qualquer. // O estado vegetativo / Da vida adiada / Não é belo. // Pois, se o tédio / Fosse belo, / A renúncia / Um prodígio, / Então o paraíso / Seria o mundo. / O medo / Uma ventura, / O que escapa / O verdadeiro tesouro / E o Inverno / A alegria / De uma renovação.] *** Quanto feroce è il tempo? Quanto funerea è la vita? Vorrei strappare i miasmi della paura, raggiungere mille orgasmi di Sole. [Quão feroz / É o tempo? / Quão funérea / É a vida? // Quisera rasgar / Os miasmas do / medo, / Alcançar / Mil orgasmos / de sol.] *** Ascoltate: la vera radice della penuria è quel che si ruba alla coscienza. [Escutai: / A vera raiz / Da penúria / É aquilo que / Se furta / À consciência.] *** Che non vi sia passaggio delle ore. Il tempo è ristagno, o ruota e dismisura. Il momento fugge, l’occaso giunge. Un tempo vi era luce, e mare e cielo e orizzonte. [Não haja passagem / Das horas. / O tempo é estanque, / Ou roda e desmesura. // O momento foge, / O ocaso chega. / Outrora havia luz / E mar e céu e horizonte.] *** L’urgenza sgorga dal volere il mondo. Forse per questo, certe cose dello spirito, sono nel pieno indugio. [A urgência brota / De querer / O mundo. / Talvez por isso, / Certas coisas do / espírito, / Sejam / Na plena / demora.] *Occaso: voci poetiche dal Portogallo é uma rubrica do blog bottega portosepolto.it, com a curadoria de Fabrizio Boscaglia. ![]() ![]() |
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