Litania
Coisa vaga, vaga alterosa, neste pouco pedaço de prosa. Torre vã da chama ingente que não queima mas que teima, sempiterna e refulgente.
Ou por outra ventania, sofre o mocho que já nem pia. Todavia, piava, ó lá se piava, a horas certas, a horas esparsas, sempre vendo todas as farsas. Das gentes que se afanam, inconscientes da vaga, da chama, da torre e do mocho mas não da ventania que pla noite, pla inúmera noite, assobia, assustando até a alma mais fria. E quando cinges nos braços aqueles a quem amas, não entendes que o vento clama pela vaga, o mocho, a torre e a chama. ![]() ![]() |
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