(s/ título)
Pobre molosso, só queria um osso pró almoço, c'a vida pesa, e o seu tamanho, o seu enorme corpanzil, não é mais que um estorvo na idade senil. O seu pêlo já não reluz, nem seduz o seu ar estafado, batido, combalido, arrebentado. Ainda vai vivendo, à força de um alento que é a espera do momento em que descerá dos céus a redenção dos bichos. Uma névoa de luz que o levará pla trela até à estrela mais bela.
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