30 novembro 2009
(s/ título)
Toda a palavra
Porta consigo
a imensidão de Babel
o que é, certamente,
um sacrilégio.
O cerco do Sol à penumbra
afugentará quanto íncubo.
Só na ataráxica quietude do
sábio s'esboça
sálvivica serenitude.
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29 novembro 2009
(s/ título)
no silêncio
apodrecido
nos quedamos
abismados com o tempo.
Cuidais que são palavras vãs
mas fiz o voto
de ser absolutamente sincero,
convosco e para mim próprio,
e um texto
tem de ter o fôlego
das asas do Arcanjo
ou dessa fera de bolso
Arcana maior de um segredo escondido
nos passos de um gato.
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28 novembro 2009
(s/ título)
Ser e sabendo-me ser é o mais fundo mistério. Aquele que admite toda bizarria: esta rosa feneceu e Aristóteles se finou, ambos, em estação própria e propícia; quem infirma uma instantânea Teogonia onde a laboriosa divindade cria & recria toda a memória ou, até mesmo, o olvido?
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27 novembro 2009
(s/ título)
A rose is a rose is a rose is a rose
Even if in a Blood-Red prose.
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26 novembro 2009
(s/ título)
o ser e todo o cosmos
têm horror ao vazio.
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25 novembro 2009
(s/ título)
pondero, amíude,
na dimensão celebratória da vida.
Não da festa vã
mas da vera comunidade e cultura.
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24 novembro 2009
(s/ título)
Nesta afronta
D'existir
Eu danço,
já se vê,
No minimalismo de mim.
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23 novembro 2009
(s/ título)
A ambição entorpece a vida.
A vida vivida
De tempo só seu.
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22 novembro 2009
(s/ título)
o mundo é
um'orbicular
concatenação
causal
e
o arbítrio
disso
sorri
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21 novembro 2009
(s/ título)
seis patas
tem o gato
mas duas
são etéreas
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20 novembro 2009
(s/ título)
Quer dissesse
Quer calasse
Para a divindade
O que isso importa?
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19 novembro 2009
(s/ título)
Qual,
No infausto dia
A hora sem nexo
Da maior desolação?
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18 novembro 2009
A Zoologia da Mão
Um rol de bestiário de meta-mórficas cataduras carpo-e-tarsiformes. Ou, se assim vos aprouver, um elenco háptico saído da pena de uma mesma chusma de dedos -os do autor- transliterado pela grafite no ósculo do papel. Que suave, suavemente, deixa impressa a improvável cosmogonia-d'index em qu'existe.
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17 novembro 2009
(s/ título)
Para a escrita
(para a arte, em geral)
Exige-se o êxtase.
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16 novembro 2009
(s/ título)
Um universo de promessa
Eleva a bitola
Do contentamento
Ao impossível.
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15 novembro 2009
(s/ título)
Onde há
O vazio da mente
Aí estou eu.
Pois és,
Ó danado,
Em ausência de ti.
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14 novembro 2009
(s/ título)
Causas comunicantes
(caminhos que, no entanto,
se bifurcam)
Levam ao mesmo
Desespero.
Sendo evidente
Que só a plenitude
Preenche
Por isso
se diz
que a errância
É próprio do humano.
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13 novembro 2009
(s/ título)
Drink swiftly thy
Bitter-sweat poison
For no-body
Escapes, merry,
jumping aloof,
Death.
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12 novembro 2009
(s/ título)
O artista vive da diferença. Ou melhor, de todas as diferenças co-possíveis, no entrechoque entre criação e realidade. Da metáfora quântica à infinita variação da matriz, ínsita em qualquer senda expressiva que ouse professar.
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11 novembro 2009
(s/ título)
Do vasto universo
De actos
E feitos
Possíveis
Não apetece
Senão a penumbra
E a imobilidade
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10 novembro 2009
(s/ título)
Sinto-me, por vezes, tão cansado. Como se o peso de todo o universo me pesasse nos ombros. Essa, aliás, devia ser a prioridade: recuperar a inconsciente leveza que, decerto, algures, outrora, experimentei.
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09 novembro 2009
(s/ título)
É muito simples: a virtuosa espontaneidade dissolve os efeitos deletérios do tempo.
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08 novembro 2009
(s/ título)
Falta, por certo,
mais leda leveza
Oh, quem dera ventura
alegria
d'alor & manhã.
Canção-desepero;
cantig'esconjuro
dolor de fria morte.
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07 novembro 2009
(s/ título)
Licanor, o fausto. Na modorra, apascentando o sono, os arrás dançam contigo.
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06 novembro 2009
(s/ título)
Na longa e dura noite, insone e grave a majestade, desditosa a meretriz, a vigília da coruja.
Que descanse a cotovia.
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05 novembro 2009
(s/ título)
Assim se repita tal assembleia. Enquanto ela durar sobreviverá o mundo.
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04 novembro 2009
(s/ título)
Penumbra e fauna modesta, uma ilha d'esplendor. Não a banha qualquer mar. Fumai o narguilé com ópios d'outros tempos.
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03 novembro 2009
(s/ título)
Noctis e teia, virgo et lua. Aquele era pastor do nada. As fontes, por isso, secaram.
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